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2012 Ficção ou probabilidade. Comunidade científica que se pronuncie
11-11-2009 23:40:20
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ASLIBER - Comunicado 6/2009 de 11/11 - 2012 Ficção ou probabilidade. Comunidade científica que se pronuncie. A ciência já estará suficientemente avançada para conseguir obter respostas, fazer previsões ou pelo menos fornecer indicações relativamente a possíveis acontecimentos futuros, de forma mais fiável e pormenorizada, do que as obtidas por um qualquer observador inserido em determinado contexto ou realidade. Cabe assim à comunidade científica colocar os seus conhecimentos, meios e ferramentas no terreno e confirmar ou desmistificar toda uma série de ditas profecias ou previsões, como se lhes queiram chamar, que já há longa data fazem apontar para o ano de 2012, como uma época de acontecimentos negativos de grande magnitude, desde terramotos, secas ou cheias, fome, aumento da radiação solar, diminuição do campo magnético da terra que protege contra as radiações, o que para alguns indicia a aproximação de uma inversão dos pólos magnéticos da terra, fenómeno que ocorre espaçadamente em muitos milhares de anos, instabilidade na crosta terrestre que poderá levar terras a afundarem ou a submergirem nas águas, etc., etc. Os relatos mais famosos e mais divulgados nos últimos anos são os códigos e calendários Maias, cujo calendário de contagem de longa duração iniciado em 13 de Agosto de 3114 A.C. irá terminar em 21 de Dezembro de 2012, data essa que os Maias interpretavam como o fim de um ciclo, associado a muitas destruições. Os Maias têm sido considerados pelos cientistas actuais, excelentes astrónomos e previram para 21 de Dezembro de 2012, dois fenómenos raros, um alinhamento astronómico, isto é, o Sol alinhado com o centro da Via Láctea conjugado com uma mudança do eixo da terra, a precessão e como já se viu, interpretam esses acontecimentos como o fim de um ciclo com muitas destruições associadas, mas outros povos e culturas e em épocas diferentes, distantes e desconhecedoras entre si, também possuem relatos semelhantes e alguns apontam igualmente para este espaço temporal à volta do ano de 2012, o que no mínimo suscita curiosidade suficiente para indagar a razão de tais coincidências, havendo todo o interesse em que os cientistas actuais, dos vários saberes, apurassem se poderá existir em concreto algum fundamento para esses avisos ou alertas, ou seja, haverá algo na natureza, no meio físico, que se esteja a modificar? Haverá alguma diminuição do magnetismo terrestre que nos exponha perigosamente aos raios solares e haverá algum pico de emissão de radiação solar a curto prazo? Estará a crosta terrestre a ficar mais instável e sujeita a um exponencial aumento de abalos sísmicos? Estará a entrar nalguma fase crítica irreversível, a emissão de dióxido de carbono e consequente aumento do efeito de estufa, poluição e degelo? O nível do mar subirá um a dois metros a longo prazo ou o degelo está a uma velocidade imparável e as populações costeiras irão sentir os seus efeitos, já a médio ou a curto prazo? Situação portuguesa. Açores e continente. Muitas outras questões se levantam, mas para já apenas nos debruçaremos sobre a situação portuguesa, relativamente a sismos e a uma população concentrada no litoral e sujeita a tsunamis, fragilidade essa recentemente evidenciada por um especialista em geologia. Em 2009-05-05 alertamos no Blogue do nosso site em www.asliber.pt, como tantas outras pessoas e instituições têm alertado ao longo dos anos, que o nosso país vive um perigo latente de ocorrência sísmica ao situar-se na placa Euro-Asiática, a uns 200 km da fronteira com a placa Africana, existindo nessa fronteira a denominada falha Açores-Gibraltar. Daí decorre a tremenda instabilidade do arquipélago dos Açores. Instabilidade essa a que o continente também não é alheio, pois é atravessado por inúmeras falhas desde o Algarve, Alentejo, Setúbal, Lisboa e Vale do Tejo e região centro e mesmo o norte de Portugal não se poderá dar por seguro uma vez que está comprovado a nível europeu que uma região muito distante de qualquer falha sísmica, pode sofrer abalos destrutivos de forma inexplicável, possivelmente atribuídos a ondas de choque, energias acumuladas, etc. Referimos igualmente no Blogue, que Portugal será um país pouco previdente, nunca se tendo preparado em tempo algum de forma significativa para fazer face a qualquer grande catástrofe natural ou provocada, nunca tendo havido qualquer política de aprovisionamento de bens alimentares não perecíveis em grande quantidade como outros países fizeram, ou em assegurar a existência de grandes reservas protegidas de água potável ou ainda a existência de significativo stock de tendas e demais equipamento associado, capazes de socorrer em larga escala, populações desalojadas por sismos ou tsunamis semelhantes a alguns que já ocorreram em Portugal continental e ilhas. Não estamos a alertar para eventos improváveis, há quem diga dentro da comunidade científica, que o grande sismo e tsunami que afectaram Lisboa e outros pontos do país em 01 de Novembro de 1755, faziam parte de um ciclo periódico de sismos e que já estará atrasado em algumas décadas, o próximo de magnitude semelhante. As populações e a classe política, tomando consciência desta probabilidade dramática, poderão em conjunto, agir em conformidade, buscando formas de atenuar os efeitos negativos de tais eventuais ocorrências. O poder político deverá responder às questões que se seguem, porque é essa a sua obrigação, a de zelar pela segurança e protecção civil, e por muito improváveis que pareçam a muita gente, é necessário saber se existe algum plano elaborado e se existem meios disponíveis se necessários, para evacuar e realojar no continente, a população dos Açores, se o arquipélago se tornar perigosamente instável, devido a actividade sísmica ou vulcânica. O mesmo se poderá indagar em relação à segurança das populações do Algarve, certas partes do Alentejo, zonas de Setúbal, Lisboa e Vale do Tejo e certas zonas do centro do país, todas elas atravessadas por inúmeras falhas sísmicas. No último mês e a título de exemplo, ocorreram vários sismos detectados e registados, felizmente de leve intensidade, não provocando estragos humanos ou materiais. Tivemos em 2009-10-10 um sismo de 2,6 na escala de Richter, com epicentro a 6 km do Cadaval, em 2009-10-13 um outro de magnitude 2,5 da escala de Richter na região de Arraiolos, Mora e Redondo com epicentro a 16 km a Este de Arraiolos, em 2009-10-21 a terra tremeu no Faial, magnitude 2,6 na escala de Richter, com epicentro a 3 km a Este da Ribeirinha no Faial, em 2009-10-23 é na Madeira, a NE do Machico, que se fez sentir um de magnitude 2,7, em 2009-11-04 houve um já de magnitude 5,9 a 445 km a Sudoeste de Santa Cruz das Flores nos Açores e a uns 2205 km de Lisboa, o que dá para verificar e comprovar que é bastante frequente e constante, a actividade sísmica em Portugal continental e ilhas. Convém de forma séria e célere, o poder político debruçar-se sobre este e outros fenómenos e em colaboração com a comunidade científica em geral, fornecendo-lhes os meios que lhes faltem, se necessários, encontrarem respostas para muitas questões que já há longa data são levantadas pelos cientistas e pela sociedade civil em geral e começarem a canalizar e a criar meios preventivos significativos, para a segurança e protecção civil da população portuguesa. |
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Abril, 2009
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